ping web

Slides da apresentação: “O Estado do projeto i-Educar”

Publicado em palestras por Eriksen Costa em Outubro 28, 2009

Slides da apresentação: “i-Educar: o sistema de gestão escolar”

Publicado em palestras por Eriksen Costa em Outubro 28, 2009

Palestras no I Encontro Nacional do Software Público Brasileiro

Publicado em palestras, software livre por Eriksen Costa em Outubro 24, 2009

Logo do I Encotro do Portal do Software Público BrasileiroPara quem ainda não conhece, o Portal do Software Público Brasileiro (SPB) fornece a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento sustentável de softwares livres. Um dos objetivos disso é o de promover a integração entre o setor público, as empresas e a sociedade, promovendo o desenvolvimento do software livre e a adesão desse pelo setor público.

São mais de 20 projetos softwares hospedados no portal, com soluções diversas como o i-Educar (sistema de gestão escolar), o inVesalius (diagnóstico e planejamento cirúrgico) e o Amadeus (EAD blended learning). Desses exemplos, eu participo do desenvolvimento do i-Educar e admiro os outros dois (para mim, são as melhores soluções do SPB).

Agora que você já sabe o que é o SPB, dos dias 27 ao 30 (outubro) irá acontecer, em Brasília, o I Encontro Nacional do Software Público Brasileiro. Será no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 (local).

Eu estarei lá, em duas apresentações, falando sobre o i-Educar (ambas no dia 28):

  • i-Educar: o sistema de gestão escolar: visão geral do i-Educar, as funcionalidades, a adequação à LDB e os benefícios de um sistema de gestão escolar on-line. Dia 28, das 9h as 10h.
  • I Encontro da Comunidade i-Educar: será uma apresentação + discussão aberta. Irei falar do estado atual do projeto, das perspectivas futuras e das ideias que precisam ser aplicadas para o sucesso do projeto. Dia 28, das 10:30 as 12:30.

Se der, eu tuito sobre alguma coisa durante o evento, sempre com as tags #ieducarspb e #spb.

Até lá.

PHP Conference 2009: vou palestrar!

Publicado em palestras, software livre por Eriksen Costa em Setembro 21, 2009

Pelo segundo ano consecutivo, irei palestrar no PHP Conference Brasil. O tema? Apache Solr e Apache Lucene. Irei mostrar como é simples criar um sistema de buscas eficiente e poderoso com esses dois interessantes projetos.

Esse é um evento que dá gosto participar, o ambiente é divertido, o local (campus da Unifieo em Osasco) é espaçoso e só dá gente fera. Muito disso tem que ser credito ao Galvão e ao Anderson, juntamente com a Tempo Real Eventos.

See ya!

Red Hat Roadshow 2009, MetaMatrix e Drools

Publicado em software livre por Eriksen Costa em Agosto 17, 2009

Nessa última quinta (13/08), eu fui assistir ao Red Hat Roadshow 2009, em São Paulo. O evento contou com ótimas palestras dos funcionários da Red Hat Brasil e uma apresentação de um dos clientes (Banco Nossa Caixa/Mapfre Seguros).

A primeira apresentação do dia foi de Alejandro Chocolat (Country Manager), que falou dos desafios do mercado de tecnologia. Alejandro falou sobre a economia que o software livre traz as empresas, não somente com licenças mas também com a maior liberdade de escolha de hardware (fatores de 30% e 22% respectivamente). Foi muito interessante quando ele disse que os defensores do software proprietário usam software livre sem saber. Um dos exemplos que ele deu foi o da portabilidade numérica, revelando que quase todas as operadoras de telefonia celular no Brasil usam o stack de middleware JBoss como solução de baixo custo e confiável.

Caneca e credencial do evento

Alejandro ainda falou no potencial de crescimento do software livre, citando pesquisa da Gartner que aponta que 90% das empresas irão usar software livre de alguma forma até 2012. Esse foi um dado impressionante, claro que a adoção irá variar de empresa para empresa pois cada uma tem diretivas próprias em TI, outras seguem o framework ITIL e questões como concordância com leis como a SOX e diferenças dos modelos de licenciamento são fatores que contribuem para isso.

Muita mudança está por vir no mercado de TI nos próximos anos. Acredito que cada vez mais o modelo de serviços irá crescer em detrimento do de licenças de software, que deverá ficar restrito a um nicho de mercado. Existe gente mais gabaritada que eu para afirmar isso (basta ler a coluna do Maddog na Linux Magazine).

Apesar dessas pesquisas parecerem mostrar o trivial, elas são importantes para os tomadores de decisão, principalmente se lembrarmos que as empresas de software proprietário dispõe de marketing agressivo e de equipes de vendas fortes. Essas pesquisas são importantes para gestores de TI na tomada de decisão. Na outra ponta, a oferta de prestadores de serviço especializados é mais que importante: os ativos de TI de uma empresa (dados e regras de negócios) são muito importantes e demandam suporte especializado.

Em seguida teve a apresentação do case da Mapfre Seguros/Banco Nossa Caixa e em como eles conseguiram migrar uma aplicação Java/Tomcat para um JBoss em apenas uma semana, depois de terem  problemas de instabilidade com o outro servidor de aplicações. Foi mais um case para falar do serviço de suporte e consultoria da Red Hat mas deu para ter uma noção da carga que o ambiente suporta. O mais legal aqui foi quando falaram: “rodamos todos os testes JUnit para verificar se algum problema havia aparecido mas no geral apenas substituimos o Hibernate que usávamos pelo do JBoss” (foi algo assim).

Após o primeiro coffee-break (mais em breve), fui assistir a palestra do Edgar Silva, sobre JBoss 5.0 e suas plataformas enterprise. Aqui cabe uma observação, sou bem leigo em todas essas tecnologias Java (só sei POJO e JUnit) mas consegui entender bem durante a maior parte do tempo (até melhor que alguns dos colegas programadores Java). Méritos ao Edgar.

Eu fiquei realmente impressionado com algumas das tecnologias, com especial destaque ao MetaMatrix (Teiid) e ao Drools. O MetaMatrix cria um barramento para acesso de dados federados (banco de dados, filesystems, web services, etc). Isso possibilita, por exemplo, que você crie uma tabela “cliente” nesse barramento com três campos de uma tabela de seu Oracle, outros quatro campos de um banco de dados PostgreSQL e outros dois de uma base MySQL. Para mim foi uma surpresa já que o limite de minha imaginação eram os ORMs (Doctrine, AR, etc). A Red Hat comprou a MetaMatrix e disponibilizou o software para a comunidade JBoss sob o nome Teiid.

Mas foi o Drools que me deixou impressionado pelas possibilidades que ele traz. O Drools é um BRMS (Business Rule Management System), um sistema gerenciador de… regras de negócio! Sim, regras de negócio, aquilo que você transforma de ideias malucas de seu usuário em código Java, PHP, Ruby, Fortran e por aí vai. Ele possibilita, através de uma interface web (Drools Guvnor), a criação de regras de negócio de forma dinâmica, pelo próprio usuário. O Drools então transforma essas regras (que são codificadas em linguagem natural) para Java e fornece uma URL em que o desenvolvedor pode importar para usar as classes de regra de negócio.

Aqui me veio imediatamente o design pattern Data Mapper na mente. Não que tenha a ver diretamente com regras de negócio como o Active Record, mas porque muitos dos desenvolvedores Java por lá demoraram para assimilar a vantagem de ter a camada de modelo separada da camada de acesso a dados. Muitas perguntas como “e se eu precisar de dados do meu banco, eu posso incorporar o código dentro dessas regras?” aparecem em meio a outras dúvidas. A resposta de Edgar foi que pode, apesar de não ser uma boa prática. De fato não é. As regras de negócio são especializadas e não devem consumir a API de outras camadas. Isso torna o teste delas mais fácil, assim como facilita substituir a forma de acesso a dados (não que isso seja trivial e fácil, lógico).

Outra funcionalidade do Drools que gostei foi a possibilidade de exportar as regras em um pacote .jar. Ótimo para o uso em sistemas embarcados ou softwares que precisam necessariamente de uma interface cliente (não web). Por isso a indepedência entre as diferentes camadas do software é importante (Fowler dá um bom insight no assunto em seu livro Principles of Enterprise Application Architecture, no capítulo 2, item Making a Choice). Junto a essa funcionalidade, o usuário pode definir se a regra é um draft ou criar categorias como testing, production ou staging, para uso em diferentes etapas do desenvolvimento, por exemplo.

Quem sabe não tenhamos um projeto como o Drools em PHP no futuro, já que avançamos rapidamente no mercado enterprise. Só mudaria de .jar para .phar! =)

O evento foi excelente e agora sei o quanto a Red Hat é comprometida com o software livre (não que eu não soubesse que eles estão entre os que mais contribuem para o Kernel Linux, só para citar). Esse feedback das empresas que usam o software livre como negócio é importante para com os projetos e é importantíssimo para a sustentabilidade do ambiente. Quem sabe outro dia eu escreva sobre isso e aproveito para apresentar o trabalho que estamos fazendo na Cobra Tecnologia com o i-Educar no Portal do Software Público Brasileiro.

Por último mas não menos importante, o coffee-break (foram 2) e o almoço estavam perfeitos! Deve ter sido o dia em que mais comi pão de queijo da minha vida. Some a isso os souvenirs de boa qualidade, uma caneca de alumínio e plástico para conservar a temperatura da bebida e uma camiseta ecológica, composta de 50% de algodão com 50% de material proveniente de garrafas pet. Destaque especial as garotas com chapéu vermelho. Ponto para a Red Hat!